#meditar? deve ser tão bom! (mas não sou capaz)

. “eu bem vejo quem medita; as pessoas com aquele ar sereno, olhos fechados, respiração tranquila.  mas, caramba,  eu tento! sento-me, fecho os olhos e palavra que até me oiço a respirar… por cinco segundos … dali para a frente, ui, lá se foi a meditação!”

.  é-te familiar esta conversa contigo/a mesmo/a?

. até queres mudar isto, mas não vislumbras solução?

. então vem daí .

. inscrições no Cowork da Praia .

my meditation march

#words don’t come easy

Por isso, ficam as palavras de Pema Chödrön .
As minhas – palavras – não me apetecem.

“What keeps us unhappy and stuck in a limited view of reality is our tendency to seek pleasure and avoid pain, to seek security and avoid groundlessness, to seek comfort and avoid discomfort. This is how we keep ourselves enclosed in a cocoon. Life in our cocoon is cozy and secure. The mind is always seeking zones of safety, and these zones of safety are continually falling apart. That’s the essence of samsara – the cycle of suffering that comes from continuing to seek happiness in all the wrong places.”

In Comfortable with Uncertainty  by Pema Chödrön

#cadavre exquis

 

dav

” Chovia torrencialmente e, à minha frente, vi alguém cair.  Fui a correr; ajudar está-me no sangue. Perguntei-lhe o nome:

– Sou a Bili – disse ela, desvagar.

Percebi que teria de me munir com a minha paciência mais guardada. Ela até ao cair, caíu desvagar!

Respirei fundo e sentei-me no chão, com ela.

– O que tens?

– Não tenho. Esse é o problema. Falta-me.

– Queres vir até à praia?

– Não! – e voltou a desvagar, para um lado e para o outro, desviando devagarinho.

Repirei mais fundo, fui buscar mais paciência.

– O que te falta,  Bili?

– Falto-me eu. Estou com um desgosto de amor. Perdi-me.

– Queres que fique? – perguntei, desvagar.

– Pára! – disse-me ela. Pareces um pinguim histérico!

– Queres que me cale?

– Quero! – respondeu.

E fiquei ali. Sentada no chão, eu própria perguntando-me se não preciso de uma mudança no rumo de vida. Foi como um pontapé, em cheio no peito. E ali resolvi, então.

Vou desvagar, que se faz tarde.”

#despertar

“Não há despertar de consciência sem dor. As pessoas farão de tudo, chegando aos limites do absurdo para evitar enfrentar a sua própria alma. Ninguém se torna iluminado por imaginar figuras de luz, mas sim por tornar consciente a escuridão.

Carl Jung, A Prática da Psicoterapia