. start the week, letting yourself down easy . loving yourself, just as you are, angry, calm, sad, happy, hysterical, sleepy .
. I have a word for your week, if you want one, I love this :
. surrender .
. the only person who likes change is a wet baby .
. start the week, letting yourself down easy . loving yourself, just as you are, angry, calm, sad, happy, hysterical, sleepy .
. I have a word for your week, if you want one, I love this :
. surrender .
. é extraordinário o número de músicas que ouvimos, desde pequenos, como “as eternas canções de amor” .
. na realidade, são canções de desamor, com descrições dramáticas e trágicas de “como te amo” e “tu não me amas nada”, e por aí vamos .
. quando vi esta canção – “it can’t be love unless it hurts” – acabei por sorrir , confesso, com bastante condescendência .
. não pela melodia, mas obviamente só pelo título, é mesmo preciso ser-se muito condescendente . “vá pronto, são novas, não pensam ” . “ainda sentem, depois dos 30, as emoções das paixões adolescentes”, que, essas sim, eram de sofrer e morrer de amor – normalmente ressuscitávamos no dia seguinte pra ir para a escola .
. há quem continue a criar música – porque vende, claro – em que amor é sinónimo de dor e se não houver dor, não é amor (?!!?) .
. por muito que goste da canção que Salvador Sobral cantou na Eurovisão, não vejo como é que alguém pode amar pelos dois . é mais uma canção de desamor . se um deles ama pelos dois, então há um membro do casal que não ama . isto é amor?
. explicando o meu ponto de vista, amor não é sinónimo de dor, obsessão é sinónimo de dor; paixão é um fervor que desaparece e pode não ser amor . gostar de alguém não significa que essa pessoa goste de nós da mesma maneira e isto também não é amor .
. e poderíamos ir por esse mundo fora, buscando frases bonitas – há tantas, tantas – em que se fala de amor . amor não é sinónimo de dor e se doer, certamente será qualquer outra emoção, porém amor não é .
. quando eu chorar, não me peças para não o fazer .
. não me digas que estou nervosa, que isto vai passar .
. quando eu chorar, empresta-me um pedacinho do teu colo e escuta .
. não me digas que está tudo bem . diz-me antes que sabes que é difícil, seja lá o que for .
. empresta-me o teu colo para eu poder ser a tristeza que, às vezes, há em mim .
. empresta-me o teu olhar, para me veres chorar. não faz mal .
. quando eu chorar, não me digas que amanhã vai ser diferente . diz-me antes que estás comigo, que sabes que custa – não importa o quê .
. não me dês lições de alegria, quando a minha alma precisa das lágrimas para se lavar e enxugar .
. depois, eu sei que a tristeza vai . e, se tu estiveres comigo durante toda esta limpeza da alma, é tão mais fácil ser frágil e tão mais bonito . 

. é muito sábio saber desistir .
. a persistência, sabendo , sentindo que o caminho não é por ali, transforma-se em teimosia e por isso vale a pena desistir, parar .
. agora somos “treinados” e ensinados por um sem número de “coaches” a não desistir . mas, como assim?
. há momentos para desistir, sim e nenhum desses momentos é de cobardia, e se fosse?
. não vejo o problema de se escutar a alma e o corpo, no momento em que os pensamentos e as emoções convergem e se percebe claramente que é preciso desistir, é fundamental desistir .
. há momentos para isso .
. há momentos para a tristeza, que há anos eu própria não sabia que existia . e não falo de depressão, falo do oposto da alegria, que é… a tristeza .
. bem vindos à tristeza que, não faz mal a ninguém e vai embora, no momento em que serenamente, a vemos, conversamos com ela e a deixamos ir .

De como, afinal, a vida – eis a grande descoberta – tem de tudo!
Tem alegria e tristeza, claro! Tem positividade e tem negativismo. Tem gente que nos faz bem e tem gente com quem nos damos menos bem. Há de tudo, como na mercearia.
E, como me aborrece o positivismo forçado e bacoco de certos bloguistas (agora bloggers já não se usa) surge a minha rulote de sandochas, com a sabedoria de quem, não dormindo à noite e depois de uma noite bem regada, é capaz de ser mais sábio do que quem , sim, escreve com palavras bonitas, mas é só isso. Agora está na moda que tudo é tão bom, que não podemos parar para chorar, porque sim, porque faz bem – e não, não é depressão. É uma coisa simples chamada tristeza, que vale a pena amar tanto como a alegria. Salvem-me deste horror de ir à luta com tanta força, que a primeira pessoa a levar somos mesmo nós.
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