. é extraordinário o número de músicas que ouvimos, desde pequenos, como “as eternas canções de amor” .
. na realidade, são canções de desamor, com descrições dramáticas e trágicas de “como te amo” e “tu não me amas nada”, e por aí vamos .
. quando vi esta canção – “it can’t be love unless it hurts” – acabei por sorrir , confesso, com bastante condescendência .
. não pela melodia, mas obviamente só pelo título, é mesmo preciso ser-se muito condescendente . “vá pronto, são novas, não pensam ” . “ainda sentem, depois dos 30, as emoções das paixões adolescentes”, que, essas sim, eram de sofrer e morrer de amor – normalmente ressuscitávamos no dia seguinte pra ir para a escola .
. há quem continue a criar música – porque vende, claro – em que amor é sinónimo de dor e se não houver dor, não é amor (?!!?) .
. por muito que goste da canção que Salvador Sobral cantou na Eurovisão, não vejo como é que alguém pode amar pelos dois . é mais uma canção de desamor . se um deles ama pelos dois, então há um membro do casal que não ama . isto é amor?
. explicando o meu ponto de vista, amor não é sinónimo de dor, obsessão é sinónimo de dor; paixão é um fervor que desaparece e pode não ser amor . gostar de alguém não significa que essa pessoa goste de nós da mesma maneira e isto também não é amor .
. e poderíamos ir por esse mundo fora, buscando frases bonitas – há tantas, tantas – em que se fala de amor . amor não é sinónimo de dor e se doer, certamente será qualquer outra emoção, porém amor não é .
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