Dizem que este é o mês do amor, apenas pela existência do Dia de S. Valentim em Fevereiro.
De facto, a palavra “amor” é mesmo uma fortíssima tag (ou etiqueta) na net.
Interessante o que observo: a maioria das pessoas – na minha opinião – confunde amor com outros sentires que podem fazer parte do longo alcance que o amor tem; desde a paixão, ao desejo, à luxúria, ao carinho. E bem a propósito uma imagem que encontrei na net, numa busca normalíssima.

Aqui está a “definição” de amor para tantos de nós; parece-me ser mais uma mistura de amor com paixão, do que propriamente uma difinição de amor, simplesmente.
Claro que cada cabeça dita sua sentença e eu não serei, de todo, uma autoridade no assunto. Posso certamente dar a minha opinião, daquilo que aprendi ao longo da vida sobre o amor, ainda que daqui a algum tempo possa discordar do que hoje escrevo.
“Euphoric” (eufórico) não é um adjetivo que eu, pessoalmente, atribuiria ao amor ou a quem sente amor por alguém. Paixão, sim, tem muito de euforia.
Aqui nesta descrição diz ainda que o amor é o sentimento mais espetacular, indescritível que temos por alguém. Concordo. É muito difícil de descrever. Porém, se o amor é isto tudo, nunca pode causar dor em nós. Quem nos ama, não nos magoa, certo?
E aqui, poderíamos entrar pela violência – da qual tanto se fala hoje em dia.
Prefiro deixar esse debate para outra ocasião, ou para as pessoas (Psicólogos, Terapeutas) e Instituições que , de forma condigna, lidam com algo tão sensível. Eu não me atrevo.
Mas, gostaria de agarrar uma frase que acima escrevo: quem nos ama, não nos magoa. (repito, não estou a falar de violência de nenhum tipo, apenas da dor que se sente num “amor não correspondido” que tanta tinta tem gasto na literatura mundial ao longo dos séculos).
Mais uma vez, quem nos ama, não nos magoa. Mas magoa, se a pessoa que “amamos” não nos ama com a mesma velocidade. Magoa, se não responde aos nossos avanços com a mesma intensidade.
Esta é a parte em que, pessoalmente, creio que somos nós a magoar-nos a nós mesmos; é algo de viciante, mesmo.
Se alguém de quem gostamos, não nos retribui, é “simples”: não nos ama. Se aquela pessoa faz de propósito para nos magoar? Isso depende, mas, na maior parte dos casos, a outra pessoa simplesmente não gosta de nós da mesma maneira que nós gostamos dela. E isso dói.
É tão difícil cada um de nós ver isso de forma simples, que muito facilmente entramos num processo de “pensar pelo outro”; inventamos desculpas para o não-amor do outro, para que nos doa menos.
Pretender que se seja racional num momento em que todo o nosso corpo está em grande intensidade emocional, é quase impossível.
Só que, feliz ou infelizmente, a pessoa a quem dedicamos a nossa atenção, pode estar ou não com o mesmo sentir que nós.
Convenhamos, afinal, se fôssemos racionais e lógicos, num momento de intensidade emocional, nunca se teriam escrito tantos romances, tanta “história de amor” (normalmente são de desamor), tantas músicas românticas que falam sobre o não-amor do outro, poemas e tantas palavras.
Fica este texto, também para mim. Como um aviso, para eu também recordar o que penso (quando o que sinto me assoberbar).
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